Melhores álbuns de 2012 – Preview

Olá! Feliz 2013!

O mundo não acabou, ou seja, ainda continuaremos obrigados a ouvir por aí Malu Magalhães e Restart. Triste, eu sei, mas há luz no fim do túnel! Esse blog nada modesto dessa pessoa nada modesta – dizem que eu posso ser meio metido a besta porque meu signo é Leão, mas sou inteligente demais pra acreditar em signos – elegeu no meio do ano os primeiros vencedores de Melhor álbum musical de 2012. Os critérios de escolha foram vários, mas o maior deles é o meu mau gosto pessoal (se bem que o disco novo do Caetano tá em todas as listagens por aí, o que eu não chamaria de bom gosto… heheheh).
De qualquer forma, a lista do meio do ano, que publiquei na semana do dia mundial do rock, dois a dois, foi a seguinte:
Aliás, sob influência do colega de Puxa CachorraArthur Malaspina, dei o prêmio Apolo de Prata para o disco do Diablo Swing Orchestra, pois o considerei o melhor do primeiro semestre de 2012. Essa lista não tinha uma ordem certa, mas tinha notas.
A listagem que desenvolverei a partir dela para premiar de maneira totalmente excelente os melhores álbuns de 2012 será baseada nessa, mas com várias mudanças. Eu aumentei, com os lançamentos do segundo semestre, a lista pra 20 entradas, para poder privilegiar tudo de melhor que ouvi nesse período. Eu acredito, ademais de gostos pessoais, que essa lista serve de sugestão pra muita gente, e me lembro de vários amigos que por causa de coisas que postei aqui descobriram bandas legais, por isso mantenho esse espírito de descoberta e compartilhamento que acho essencial quando o assunto é arte e entretenimento.
No entanto, a extensão da lista não impediu que dois membros dela ficassem de fora. Apesar de continuarem sendo discos formidáveis, Urd do Borknagar e Second Hand Wonderland do Kontrust caíram em “audição” no segundo semestre (quesito fundamental para a lista) e por isso eles ficaram de fora da nova versão.
Além disso, decidi que essa nova listagem terá ordem, do 20º para o 1º lugar, porque lista é pra provocar celeuma, polêmica e eu quero deixar bem claro que o que eu pus lá eu pus com juízo de valor… hahahaha! Mas preciso salientar que a nota que eu dou não é baseada apenas em gosto: pode ser que eu goste muito mais de ouvir um certo disco do que outro, dependendo do caso, mas que eu não considere esse disco melhor que o outro – haja visto o Ufommamut, que não ouço muito pra não ter pesadelos, mas acho um disco maravilhoso. Por isso, eu sempre vou privilegiar os discos que ouço e gosto mais na listagem.
Isso posto, quem foi bão mas ficou de fora?

Uma pá de gente. Das promessas bacanas de 2012 que eu listei, só gostei pra valer do Vicious Lies and Dangerous Rumors do Big Boi. É um discaço, mas não é melhor que o quase perfeito Sir Lucious Left Foot: The Son of Chico Dusty. Talvez a minha expectativa fosse alta demais (como foi a que tive pelos novos do Nile e do The Killers, que acabaram me decepcionando demais), mas acho que mesmo assim o senhor Big Boi continua, ao lado do GÊNIO Kanye West como um dos melhores rappers de sua geração.

Eu tinha certeza, dessas apostas eu ia amar o novo do Muse, The 2nd Law. Muse sempre foi uma das minhas bandas favoritas e Minha relação com o Muse já foi exposta aqui quando dei nota 10 para Resistance. Coisas mudaram desde então. Muse ficou famoso, e virou modinha. Não acho mais Resistance um álbum nota 10 e Black Holes virou meu álbum favorito do Muse. Sei que MK Ultra não é um jogo do Mortal Kombat. E hoje digo, sem pestanejar, que o Muse é mesmo a minha segunda banda favorita, mas vem me dando mais alegrias que a minha primeira. E a expectativa por cada lançamento deles crescia, como cresceu a banda nos meus gostos.
Mas The 2nd Law não é tão bom, apesar de ainda ser um PUTA álbum comparado com a gentalha. Um dos maiores problemas desse disco são seus singles principais, Madness e Survival. Essas músicas são tão diferentes como são fantásticas, e criaram uma expectativa enorme para o que ia vir. Ainda mais com Muse divulgando um trailer com a música Unsustainable e afirmando “Muse goes Dubstep!” O que esperar de um disco assim? Mathew Bellamy pôs mais minhoca na nossa cabeça, afirmando que The 2nd Law seria “Christian gangsta-rap jazz odyssey, with some ambient rebellious dubstep and face-melting metal flamenco cowboy psychedelia”. Pura petulância. Não, ele não estava em si mentindo (apesar de eu ter sentido falta do gangsta-rap), mas também não dizia a verdade.
Desses dois eu queria falar mais, pois são, digamos, os números 21 e 22 da listagem. Abaixo fica uma amostra e um comentário sobre outros que ouvi mas não chegaram ao grande páreo.
The Flower Kings – Banks of Eden – ainda é uma das melhores bandas de “resistência” do rock progressivo tradicional e clássico. Fez um dos seus melhores álbuns esse ano, apesar de meio longo demais.



Kamelot – Silverthorn – o Kamelot fez a melhor escolha possível ao chamar o Tommy Karevik para ao lugar do Roy Khan. Silverthorn é um baita álbum, com a marca registrada do vocalista da maravilhosa banda Seventh Wonder, fazendo o disco soar power como deve, mas sem deixar de ser moderno. Se valorizado como deve, Tommy será um dos melhores vocalistas da história do rock, sem exagero (diferente da Shakira do metal que canta e requebra com ele nesse clipe, a vocalista daquela vergonha chamada Amaranthe).
Crippled Black Phoenix – (Mankind) The Crafty Ape/No Sadness and Farewell – Até ontem tava na lista… hahaha. Mas é uma baita banda, que faz uma mescla de post rock com um progressivo a la Pink Floyd e até um pouco de classic rock e pós punk, que vai agradar gente que gosta de criatividade (desculpe caro amigo Stênio, mas não gostei do Tame Impala… pra mim o novo rock progressivo tá no que o Crippled faz). Tão criativa que lançou DOIS álbuns em 2012, um EP e um completo, dos quais dou uma amostra aqui.

Head Phones President – Stand in The World – Às vezes eu acho que gostar do HPP é meio guilty pleasure meu… hahahah. Bem, pelo menos não é aquele lixo pasteurizado do J-Pop, os caras aqui sabem tocar mesmo. É um Korn do Japão, eu diria, mas com um potencial muito, mas muito maior do que o demonstrado nesse Stand in the World. Ainda assim, a segunda metade desse disco é muito, muito boa, por isso o pus aqui. Eles tão no caminho. (e eu adoro a pronúncia do inglês da vocalista… hahahah)

Monolithe – Monolithe III – Funeral Doom não é meu estilo favorito porque, digamos assim, é meio chato… heheheh. Mas o Monolithe tem um trampo muito mais diversificado e não deixa a peteca cair, sendo pra mim o melhor nesse estilo. O vídeo abaixo tem apenas um trecho da única (e gigantesca) música de seu terceiro álbum, que tem 52 minutos!


Bruce Springsteen – Wrecking Ball – Ele é inegavelmente um gênio, um gigante da musica, mas nunca fui fã de verdade dele. Só que não dá pra negar que, na aparente mesmice (desculpem-me os fãs) que me irrita um pouco na carreira do cara, Wrecking Ball se sobressai e é um baita álbum. O Vinício e o Arthur do Puxa Cachorra são fanáticos, e poderiam falar muito mais do que ele representa pra música, eu fico com a empolgante interpretação da música título. Eu nunca colocaria uma versão de estúdio dele aqui: poucos são tão fodas ao vivo quanto o velho Bruce.



Peter Hammill – Consequences – Deixei por último um dos meus maiores ídolos na música. Pra mim, ele não é apenas o cara mais subestimado do rock como é o maior gênio do rock progressivo ou do art rock, ao lado do Frank Zappa. Sim, Van Der Graaf Generator é melhor que Pink Floyd, desculpe. E toda a prolífica carreira solo do Peter Hammill é melhor que a soma das carreiras solo de quase todo mundo da década de 70. Eu não caí de amores por Consequences, é um álbum meio irregular, mas não dá pra negar que mesmo quando faz um disco menos foda, ele ainda é genial. Arrepia ouvir o Peter cantar e decididamente ninguém compõe como ele. Não foi feito pra tocar em rádio, em televisão, nem pra lotar estádios ou agradar ouvidos acostumados com a mesmice musical. Dedique um pouco de seu tempo a pesquisar o que esse cara já fez e você vai descobrir uma lenda louca e viva do rock. Você não vai se arrepender, prometo.

Semana que vem, começo a listar os melhores. Abraços!
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