Melhores álbuns do primeiro semestre 1 – 2012

http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Amadeus_Award_2010_photocall_Kontrust_1.jpg

Antigamente, um dos motivos pelo qual esse blog existia era fazer resenhas musicais. Claro que, ingênuo, eu acreditei que podia manter um ritmo de postagens regulares… quanta ilusão.

De qualquer forma, mantive na medida do possível uma ideia: a da lista de “melhores” álbuns. Não me dedico, contudo, a ouvir de tudo que aparece por aí. Não tenho paciência pra muita coisa, gosto de descobrir música nova mas não saio muito da minha área de segurança, a saber: heavy metal, rock progressivo, música eletrônica e coisas esquisitas.

http://www.tumblr.com/tagged/soulsavers?before=1338943603

Como esse ano estou dedicando mais tempo ao blog para postar coisas políticas e polêmicas (Luciana Gimenez mora em minha alma), e a única postagem mais recente que me lembro de ter feito sobre música derrubou o Puxa Cachorra! resolvi quebrar o ritmo essa semana: em homenagem ao linduxo dia mundial do rock, postarei os melhores álbuns que ouvi até então nesse ano de 2012. Farei pequenas resenhas, duas por dia, e as apresentarei aqui até o dia 13.

Não, isso não quer dizer que tudo que aparecerá aqui sera rock n’roll… na verdade, eu tenho um gosto bem bagunçado, e adoro descobrir coisas novas… então vocês não perdem por esperar.
Defini até um medidor de pontuação (olha que chique) pros discos: Apolos. De 0 a 10, porque sou professor e é assim que eu rolo.


Kontrust
País: Austria
Álbum: Second Hand Wonderland
Estilo: Crossover


Comentários: Quando descobro uma classificação musical por causa de uma banda, no meu caso, já me interesso demais. É o caso do Kontrust, banda austríaca de crossover (isso existe mesmo?) capaz de ajuntar coisas completamente díspares no seu som. A saber: heavy metal, hardcore, metalcore, punk, música regional, reggae, dubsteb, nu-metal, dance, pop completamente radiofônico, polca e o que mais couber… e tudo, simplesmente tudo, encaixa perfeitamente na proposta.
Eu fiquei de queixo caído ao ouvir Kontrust, porque em primeiro lugar sua proposta soa extremamente pop. Aliás, tão pop, que não sei como não separaram uma ou duas dessas pra tocar na rádio. Se bem que eu não ouço rádio, então “Bad Betrayer” ou “Monkey Boy” podem tranquilamente estar tocando na Jovem Pan.
Sério? Só não é melhor porque acaba logo e porque eu acho que eles podiam ser ainda mais ousados em algumas músicas. Mas às vezes o que soa pop demais no Kontrust é o que mais me pega, como em “Adrenalin”, que podia ter sido escrita por Slipknot, uma banda emo genérica ou até o System of a Down… só que com trompetes e circo. E “Hocus Pocus”, com circo de novo, uns lalalalalas e outras doidices completamente malucas no meio (Abracadabra Hocus Pucus Finibus!!)…
Sério, ouça… Kontrust é imperdível! Vou atrás dos outros discos deles.


Nota: 8 Apolos e Meio

PS: AMO DEMAIS ESSE CLIPE DAS MEIAZINHAS.

Soulsavers

País: Inglaterra

Álbum: The light the dead see
Estilo: Rock alternativo/Eletrônico

Aqui temos uma grande surpresa. Na verdade, eu nuca saberia quem atende pelo nome de Soulsavers se não fosse o fato deles terem convidado para cantar nesse disco o vocalista da minha banda favorita: Dave Gahan, do Depeche Mode. E, como costuma acontecer, dos projetos paralelos em que se envolvem os membros da banda os do Gahan são sempre muito melhores (eu ainda não engoli aquela josta chamada VCMG).
Com letras do próprio Gahan, é difícil até separar esse trabalho de um trabalho solo do cara… E o Gahan é a alma desse disco, mesmo que as experimentações e melodias que eles criam beirem o sublime, como na carro-chefe “Longest Day”, com os backing vocals, gaita, piano e cordas flutuando junto a belíssima interpretação do Gahan. Porque, pra mim, sempre será o maior destaque desse disco a evolução vocal do Dave, pois esse disco passaria fácil por um disco “com instrumentos” do Depeche Mode. E, claro, os temas abordados tanto na carreira solo dele quanto na banda estão lá: religiosidade, amor, vida, os desesperos de uma alma torturada em busca de paz… sério, é uma música mais linda que a outra. Talvez não seja melhor que o seu último trabalho solo, Hourglass (amo demais esse disco), mas é melhor que o último disco do Depeche Mode, sem dúvida. Um achado esse disco.

Prestem atenção, além da supracitada, em “Presence of God”, “Gone too far” e “Take”. Gone too far, aliás, é de longe uma das melhores interpretações registradas em disco de toda a longa carreira do Dave Gahan. A voz dele está simplesmente sublime.

Nota: 9 Apolos e meio

Bem, amanhã tem mais dois. Desejem-me boa sorte, amigos!


Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s