O ibope dos Encrenqueiros

Ontem, sagrou-se campeã do Reality Show “A Fazenda” da Rede Record a bela Joana Machado.

Você sabe quem ela é?
Ex de Adriano, ficou famosa por uma atitude típica de uma desequilibrada mental.
Essa é a vencedora da Fazenda.
O programa deu mais audiência ontem que a novela “O Astro”.
Ela demonstra um padrão em voga na nossa sociedade.
Assim como numa das últimas edições do Reality da Globo, o “Big Brother” (não sei qual pois não assisto), o vencedor foi o também encrenqueiro Marcelo Dourado.
O mesmo que, no mesmo programa, afirmava que somente gays pegam aids ao transarem sem camisinha.

Que pagava de lutador, e que tomou um cacete quando enfrentou lutadores de verdade.
O jeito marrento é icônico da nossa sociedade.
O cara que se destaca justamente por ser o desajustado, o que não se adéqua às normas do chamado politicamente correto.
Assim como fazem sucesso Joana e Marcelo, faz o Rafinha Bastos.
Ele, do alto de anos de prática da sua “Arte do Insulto”, agora é o alvo da grande mídia.
E de todo aquele que tem o mínimo de bom senso para enxergar o quão execrável é uma piada com uma grávida e seu bebê.
Piada que se agrava pela reincidência.

E pela postura, aí sim, marrenta do encrenqueiro, em não voltar atrás nas afirmações.
Podem acusá-lo de tudo, menos de covarde.
Marco Luque foi covarde. Não queria perder os patrocínios.
E traíra, usando uma gíria que mais incensa a fúria dos marrentos.
A coragem, para os marrentos, é mais importante que o bom senso, mesmo que na verdade seja uma covardia disfarçada de coragem.
E é por isso que, ao olharmos a situação com olhos humanos, nos revoltamos e execramos a atitude do Rafinha.
Ele merece ser punido ainda mais severamente do que foi.
Ele merece a exclusão da sociedade, pelo que disse.
Mas na verdade o que não vemos, cegados pela nossa revolta, é que o plano pode ser outro.
Os encrenqueiros, playboys, brancos e marrentos estão na moda.
É só ver como age o maior adorador desse estilo, senhor Boninho:

“Vamos ter um BBB mais jovem no próximo ano. Quem chutar mais o balde, entra”

Sabemos o que isso quer dizer.
Psicopatas da classe média, brancos, sarados, encrenqueiros e marrentos.
É isso que dá ibope.
Ninguém realmente se importa, na grande mídia, com as ofensas de Rafinha.
Nem a Band em si.
Talvez, nem Ronaldo e seu sócio, o marido da atingida.
Nem a Folha, nem o Estadão, nem o R7 e muito menos o G1, da Globo.
Nem seus colunistas.
Você pode pensar que é conspiratório demais, mas já pensou que pode ser tudo armado?
Pode ser que a intenção seja mesmo pegar esse público, o público dos que dão audiência aos encrenqueiros, aos marrentos.
Por que não, se tem gente que finge estar morto pra aparecer na mídia?
Pode ser que Rafinha não seja o réu, mas a estrela.
Que a vítima na verdade não seja a Wanessa, mas a concorrência.
“Que a 9ine de Ronaldo vá lamber as botas da Globo!”, diz o setor de marketing da Band.
O passe de Rafinha é disputado por Record e SBT desde que se aventou a sua demissão.
A Globo, se pudesse, o contrataria também.
A Band o demitirá, mas não demitirá o amante de garis Boris Casoy, nem o amante de judeus Danilo Gentili.
Muito menos o traíra Marco Luque.
Sabe por quê? Porque a nossa revolta também é útil para fazer propaganda.
Não devemos, contudo, nos deixar esmorecer.
Não devemos deixar de nos estarrecer, de nos revoltar, de pedir justiça.
Não há sociedade que funcione direito sem a consciência crítica e a humanidade de seus integrantes.
Estupro é crime. Violentar uma grávida e seu bebê, mesmo com palavras, também é.
Mas não se deixe enganar: ninguém é inocente nessa história toda.
Só o pobre do bebê, que nem nasceu e já tem preço e ibope.
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