Terrorismo Religioso

Eu sou contra o fanatismo religioso, por princípio.

O principal motivo é porque ou contra a religião como conceito, idéia, instituição ou fundamento.

Acho errada e nociva a sua existência, não traz benefício algum à ninguém, servindo apenas de mecanismo alienador e ferramenta de opressão dos direitista atrasados e fascistas.

Religião é a imposição de uma verdade única e absoluta, que se apropria do ser e da razão em prol de fins mesquinhos.

Qualquer religião é fascismo.

Por isso, toda vez que leio a palavra DEUS me sinto sendo oprimido por um terrorismo ideológico.

A utilização do caps lock em DEUS me soa como uma pessoa com uma bíblia grudada ao sovaco gritando na minha orelha.

Mais ainda, o mesmo ocorre quando leio JESUS. E ultimamente tenho lido JESUS muito mais frequentemente que DEUS, pois é a arma pentecostal do messianismo básico.

Da mesma forma que a exposição de cartazes dos famosos “grupos de oração” na universidade onde estudo me causa ojeriza.

Vou a universidade todos os dias estudar.

Orar é algo que se faz em casa ou na sua igreja.

A universidade é laica.

Da mesma forma que é proibida a propaganda política na universidade onde estudo, esse tipo de entidade deveria ser banida.

(Como disse uma amiga minha hoje, grupo de oração é lugar pra arranjar marido).

Mas não. Todo dia vejo cartazes de GOU (Grupo de Oração Universitário) e ABU (Aliança Bíblica Universitária) no campus e penso seriamente em fundar a GAS (Grupo de Adoradores de Satã).

Será que alguém me impediria de divulgar?

Bem, para todos os efeitos, essa exposição religiosa é um tipo de terrorismo também.

A evangelização, em si, é um terrorismo.

E eu não sou contra terrorismo, sou muito é a favor.

Acho que os palestinos tem que enviar os israelenses pro raio que o parta mesmo.

Tomaram as terras deles, é justo.

Mas Jesus pra mim se escreve assim, como qualquer nome de pessoa ou ser maravilhoso.

Como João ou Hércules.

E deus, mais ainda, se escreve com “d” minúsculo.

O nome do seu deus, meu querido cristão, é Javé, ou IHVH.

Deus é um nome genérico de toda e qualquer entidade venerada por um grupo.

Pra mim, deus deveria ser escrito em minúscula, sempre.

Já que, pra mim, ele não passa de mais um amigo imaginário de adulto.

Mas, numa sociedade que permite grupos de oração na universidade laica e quem tem o dizer DEUS SEJA LOUVADO em sua moeda, é de se esperar esse tipo de comportamento.

Que parece cada vez mais opressor, crescendo em direção a um fanatismo perigoso.

Acho que é mesmo hora de fundar um grupo… vai me ajudar a conseguir umas gatinhas e uns amigos.

Que tal o BREJA (BRasileiros Estudantes Jovens Ateus)?

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PS: Em homenagem aos descrentes, KAFIR!

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5 comentários em “Terrorismo Religioso

  1. Anonymous, pra mim a sociedade é como uma fruta doce e suculenta, mas com uma casca amarga e imprópria para o consumo: é necessário que haja a casca do fruto para seu crescimento, proteção e amadurecimento. Mas quando o fruto é colhido, precisamos comer a casca apenas em respeito ao seu papel de formadora do fruto? Por que não podemos jogar a casca fora, se já sabemos o que tem dentro dela e se isso independe, naquele momento, da existência da casca? Nossa sociedade funciona assim com todas as suas cascas, e a religião é só uma delas. E outra: que sociedade igualitária existiu antes da nossa? Nem paleolítica, nem neolítica, nem grega, nem cristã… nenhuma delas foi igualitária e, ademais, muitas religiões foram as responsáveis e as detentoras do poder de estabelecer a desigualdade.

    É difícil falar do que conheço pouco, Puncha, e é fácil eu me posicionar na minha zona de conforto, mas é fato que eu não conheço a religiosidade oriental como deveria, então qualquer comentário meu sobre isso será sempre bem mais raso do que eu gostaria. Sei que, como conhecedor e interessado pelas humanidades, eu deveria ir atrás de saber mais, mas meu paradigma sempre será o ocidental. Mas atualmente eu diria que mudei um pouco a minha postura inicial sobre ser ateu. Não, não virei religioso, mas digamos que transcendi a necessidade de questionar a existência em prol do questionamento da necessidade de existência. Mas sempre eu estarei um passo atrás de quem se dedica ao estudo profundo do oriental, desculpe a preguiça… heheheh
    E um abraço a todos por comentarem.

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  2. … mas você não era um ateu cético? Rs.
    É, Fábio… sobre “Kafir”, sugiro que veja o documentário “Islam and science”, disponível no youtube. E a crítica reducionista, de que Deus é um amigo imaginário, é possível. Se bobear, Harry Potter é mais evidente, como personagem literário, do que Deus. Acho que algo a se reclamar é a questão do religioso achar que tem a verdade; como religioso, costumo dizer que minha verdade é absoluta e que a nossa é relativa. Pois, se é nossa, isso inclui o ateu. E não quero que deixe de ser ateu; se discordar de mim, melhor ainda. Podemos conversar e aprender um com o outro.
    … uma vez, um evangélico, que me deu uma força no Maranhão, me disse: é mais importante ser irmão na humanidade do que irmão de fé. Concordo. Se os religiosos pensassem assim…
    … no mais, gosto muito da proibição corânica na imposição da religião: é proibido impor a religião! Olha que beleza! Uma pena que muçulmanos e demais crentes não acreditam.
    Quanto à frase: “Religião é a imposição de uma verdade única e absoluta, que se apropria do ser e da razão em prol de fins mesquinhos.” – essa é a sua versão ocidental. Tem mais coisa por aí.

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  3. Como pode dizer que a religião não traz benefícios. Independente do fato de ela ser real ou não,ela quem promove o controle dos maus instintos humanos. Suponha que a sociedade, de repente, obtivesse a prova de que um Deus não existe. Isso seria o mais completo caos. As pessoas se veriam desobrigadas de terem quaisquer atitudes éticas, humanas, sociais. O ser humano é mau por natureza, o que o controla seus impulsos é essa sensação de estar sendo observado, julgado, de ter alguém divino a quem prestar contas. Se as pessoas soubessem que poderiam estar sozinhas, tudo iria abaixo, os crimes aumentariam, os doentes morreriam sem esperança e isso acabaria com no mínimo o fator placebo que poderiam promover as suas curas. A fé em algo move a sociedade. A religião é mais que um item social, ela é uma necessidade categórica do ser humano, prova disso é que ela existe independente das espécies humanas em questão, sobrevive desde os remotos tempos do paleolítico, onde a sociedade ainda era igualitária…

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