RESENHA: The Cosmos Rocks – Queen and Paul Rodgers

PRÉ-FACIO

Freddie Mercury foi um dos grandes showmen da música pop. Talvez, o maior de todos. Com uma presença de palco invejável e uma voz soberba ele hipnotizou platéias pelo mundo com os hinos de sua banda, o Queen. Sim, o Queen por anos foi a banda do Fred Mercury, e não o contrário. Isso por que ele era não apenas um vocalista, um líder, mas um daqueles deuses que o rock produz por vezes… um David Bowie ou um Iggy Pop… um Elvis Presley ou um JohnLennon… Freddie Mercury chegou a ser, por diversas vezes, maior que todos esses. Não tenho como descrever aquela voz, aqueles trejeitos, aquele jeito de ser, de se vestir. Freddie era único, ponto final. Não vai nunca nascer alguém como ele.

Mas e o Brian May?! O Roger Taylor!? O John Deacon?!?

Sim, o Queen era na verdade Queen + Freddie Mercury. Agora, ele é Queen + Paul Rodgers

Quem?

Bem, antes de falar dese disco eu postei aí embaixo uns vídeos que explicam quem é esse cara. Esse senhor, digo. Na verdade, vou confessar que o que eu conhecia dele eram apenas as músicas mais clássicas, e que se há algum tempo me perguntassem de que bandas são, eu nem de longe citaria Free e Bad Company.
Mas o próprio Freddie reconhecia o Free como uma das influências pro som do Queen. E eu ganhei de presente com esse disco a re-descoberta desse puta vocalista, e dessas duas super mothafuckin bandas.

Isso posto…

Não dá pra começar a falar disso sem dizer uma coisa aos reclamões: PQP! Por que raios os membros de bandas que perdem os seus “líderes” são obrigados a se aposentar. Porra, o Brian May continua tocando pra CARÁLEO!! E o que dizer do Roger Taylor, PUTA BATERISTA! Deixem os caras curtirem… nem todos precisam pendurar as chuteiras, como o John Deacon fez… isso foi uma OPÇÃO dele. Agora tem um monte de gente por aí dizendo que o May e o Taylor tão maculando a memória do Freddie… que o Paul não canta tanto quanto o Freddie… que o Queen só é o Queen com o Freddie… PUTAQUEOPARALHA! Batam na boca seus energúmenos!
Fica o que eu disse sobre o Rubinho: O Paul não quer substituir o Freddie. Ele é insubstituível. Mas o Brain May e o Roger Taylor não vão sair por aí fazendo turnê sem vocalista ou com um cadáver exumado no palco. Senhor Farokh Bommi Bulsara está morto desde de 1991, é uma pena. Mas os outros três gênios do Queen não. E se dois deles querem continuar, pq não? The show must go on!

THE COSMOS ROCKS

Puta disco. Do cacete mesmo. Desde o começo, dos primeiros acordes, nota-se que é uma banda totalmente nova, mas formada por gente muito calejada.
E COMO O PAUL RODGERS CANTA. Não tem faixa que me faça pensar o contrário. Esse cara é um dos maiores vocalistas do rock (e um dos maiores pulmões tb).
Se vc for cabeça aberta, não vai nem ligar quando nos shows ouvir ele cantando um We will rock you ou mesmo I want to break free (http://www.youtube.com/watch?v=Sj2aPiwqegw&feature=related). Ele não é o Freddie, tem inclusive um outro estilo , completamente diferente de cantar, mas canta MUITO mesmo.
Desde a primeira música, Cosmos Rockin, nota-se a diferença desse Queen+Paul Rodgers (que eu vou resumir pra Q+PR), pra ficar mais fácil), e principalmente a influência dessa escolha no som deles. O som lembra o Free, mas tem a característica guitarra do May, que não nos deixa esquecer do Queen+Freddie Mercury (que eu vou chamar de Q+FM, claro). Time to Shine apresenta-nos um show vocal de Rodgers, com uma letra mais ou menos, mas nada muito mais fantástico que I want it all (é, o Queen nem sempre teve letras geniais). Essa segunda música pra mim é um dos caminhos que esse som do Q+PR poderia seguir, numa possível continuação desse trabalho.
E há, aos poucos, referências ao clássico Q+FM. Still Burning é mais blues, mais Free… Mas tem uma lembrança de We will rock you no meio, que dá pra emocionar. Mas, mesmo assim, dá a impressão que a coisa saiu melhor que a encomenda: parece que o disco foi feito pra Rodgers Brilhar. Mas não sem nos lembrarmos de como o Senhor Roger Taylor é bom. Ele é um baterista cheio de groove, muito criativo apesar das limitações do estilo. Tem gente que devia aprender com ele. E tem Solo do May nessa música… o May é PHODA!
Depois vem a baladinha. Necessária. Simples, mas necessária né? Small não é nada de mais, mas cumpre seu papel. E tem mais solo do May. AAAAAAAAA…
Warboys? ah, já falei do Roger Taylor né? E do May? Putz, não sei, fico até com vergonha de analisar um disco desses caras… essa é a música que els escolheram pra mostrar o que sabem fazer. E o que seria do Freddie sem essa cozinha…
We believe é a mais fraca do álbum. No começo parece que vai entrar We are the world. É sério… se não fosse pela puta voz do Rodgers, essa seria um meio que tiro no pé. A mensagem é sempre válida, necessária mas fica MUITO brega se vc não tomar cuidado, haja vista o Bono. Vale também pela levada mais Queen, que me faz pensar que essa sim é uma música que me faz querer que o Freddie estivesse vivo ainda. Apesar do Rodgers, acho que o Freddie faria melhor aqui.
Call me
é ótima. Divertida, alegre, levanta o disco depois da pasmacenta We believe. O coral no começo já dá o tom. Não se importe com a letra boba: o Q+PR tem muito o espírito de reunir os amigos pra divertir. Ah, e só pra lembrar, o baterista dessa banda é um tal de Roger Taylor que é muito Phoda também. Só pra não esquecer.
Voodoo é puro blues… e blues=Paul Rodgers. Free, Bad Company, tá tudo aqui. Dois puta músicos fazendo sala pra o cara. É isso. E é muito legal, que a essa altura do disco a gente já se acostumou com a voz dele, e dá pra curtir as modulações, todo o trampo dele. Sério, ouçam algo do Free e do Bad Company. Quem fala mal desse cara não conhece o rock de verdade.
Ah, e nessa música vem o melhor solo do May no disco. Muito massa, se tem duas coisas que o tempo não derrubou foram a habilidade dele e o seu cabelo (hehehe).
Mais uma baladinha, mas essa lembra mais as baladas do Queen. Some things that gitter é a demonstração de que baladas não precisam ser TÃO bregas. Tirassem We believe desse disco, deixassem essa, não ia doer. A letra não é lá essas coisas, mas é muito mais agradável que aquilo.
Aí vem C-lebrity, a música de trabalho do disco. Q+PR é isso: C-lebrity traz todos os elementos dessa salada bem misturados e perfeitos. Ela é a mais pesada e melhor música do álbum, uma excelente escolha pra single. Tão aqui todos dando um banho, e a letra não decepciona como em outras músicas. Pra mim, o Q+PR é uma mistura de C-Lebrity, Call me e Time to Shine. Essas são pra mim, as músicas que ditam o tom do álbum, e se eles vão continuar ou não eu não sei, mas são essas deveriam ser as bases do som deles.
SANTANA?
Não, não é… mas essa introdução me lembrou muito o Mexicano. É Through the night, querendo encerrar o álbum. Bacana, talvez seja uma música boa pra dar aquela namoradinha… mas sei lá, não é tão boa quanto o resto do álbum. E o solo do May tá bem parecido com SANTANA.
Say It’s not true é outra balada, mas que apresenta uma banda mais eclética, le que nos lembra que estamos falando da cozinha do Queen. A voz dos outros caras sempre apareceu nos outros ábuns com o Freddie, e nós sabemos que eles não são apenas backing vocals. May e Taylor (principalmente o May) cantam afinadinho. Mas faz uma puta diferença quando entra a voz do Rodgers. Aí May e Taylor fazem o seu melhor trabalho, o de cozinha. Mas, não é uma música ruim, muito pelo contrário.
O disco vai acabando, mas dá o gostinho de quero mais… afinal, Surf’s up… School’s out é boa PACA! Gaita, como eu adoro gaita PORRA! É o “até breve” (assim espero) do Q+PR, o que os deixa na liderança até agora como melhor pseudo-retorno. O disco acaba (apesar de Small reprise) com a esperança de que venham muitos mais. E que o nosso Freddie com certeza estaria curtindo muito se estivesse entre nós. Aliás, ele está… em cada solo do May, em cada levada do Taylor, em cada agudo do Rodgers. “The Cosmos Rock” serve pra que nos lembremos quem foi e sempre será a alma do Queen.

The Cosmos Rocks, Queen + Paul Rodgers: 2008
Nota: 9,5 (sem We believe é 10)

PÓS-FACIO

Eles vão fazer um show no Brasil sabiam? (http://www.viafunchal.com.br/shows.asp?ID=361) Dias 26 e 27 de novembro… e eu não vou. Que merda.
Eu queria ter estado nesse aqui: http://www.youtube.com/watch?v=8oioH8A818w
It’s a kind of magic… é Freddie, cê faz uma puta falta cara..

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2 comentários em “RESENHA: The Cosmos Rocks – Queen and Paul Rodgers

  1. oi fábiovim aki pra dizer que eu tenho um blog e ignorar seu post, usando do seu coment como plataforma para minha propaganda, HAHAHAHbrincadeiraeu ouvi the cosmos rocks, sou muito fã do queen, mas naum sei, naum gostei… mas naum eh akele “naum gostei pq macularam a imagem do queen”… eu entendo que essa seja uma outra banda, e o som dessa banda nova naum me despertou lah muito interesse (talvez pq tambem eu ouça “a night at the opera” uma vez por dia, hahah)é isso, passa lah no meu blog a hora em q vc puderhttp://ojardimdosgatosteimosos.blogspot.comté mais

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